O propósito deste blog é reunir as experiências, ideias e opiniões de professores, pedagogos e outros profissionais envolvidos em educação e divulgar o Projeto Educação Proibida.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Escola da complexidade
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Educação é um processo dinâmico!
Talvez porque, apesar da intensa adrenalina, aprecio desafios, novidades, ares novos. Discuto modelos pré-existentes: o ser humano é complexo demais para ser analisado sob um único método padronizado. Parto dessa ideia quando analiso também a educação.
Como educadores, temos que ver à nossa frente, um ser pensante, influenciado pela cultura que traz do meio em que vive, com elementos psíquicos próprios e muitos outros detalhes que o diferenciam uns dos outros numa classe, por exemplo. Dessa forma, há de se ter um olhar específico para cada aluno. Sem contar que cada um tem sua própria maneira de expressar-se a respeito de qualquer estímulo.
Mas como ter essa postura sensível e abrangente em nossa sociedade? Seu trabalho é exaustante, mal remunerado, não reconhecido pelos governantes, pelas famílias.....? Mesmo com toda essa problemática que envolve aspectos nada educacionais, o educador deve ser o gerenciador de mudanças e reafirmo que para que ocorram, é imprescindível uma postura desafiadora, interessada, questionadora, aberta à aprendizagens!
Temos que observar o que gera progresso no processo educacional. Analisar currículos, programas, métodos de avaliação... Temos que, para isso, trazer o aluno para mais perto de nós, conhecê-lo melhor para propor um aprendizado eficaz e efetivo. Podemos errar, mas temos que tentar.
Avaliações, provas... O que estamos medindo? Um exame é capaz de registrar exatamente o que o aluno sabe?
Com minhas turmas, em qualquer série em que atuei, costumava fazer anotações de cada progresso individual; a participação oral durante apresentação de trabalhos, envolvimento em pesquisas, respostas espontâneas, argumentação frente às mais diversas situações, trabalhos em grupos ...enfim, diariamente tinha o perfil do aluno e essas anotações , junto com o que chamava de exercícios com nota (provas para outros), davam-me critérios para avaliar os alunos.
Outra questão que levanto, é sobre o que fazer para que os alunos atinjam as metas curriculares. Como motivá-lo?
Onde trabalhei com currículos adaptados, tínhamos propostas individuais de acordo com as necessidades. Os alunos ficavam após as aulas normais . Mesclávamos aprendizado com as matérias específicas e atividades lúdicas pertinentes ao que se estava trabalhando. Esse trabalho proporcionava ótimos resultados.
Finalizando, não basta preocuparmo-nos apenas com a programação curricular. Educar é um processo amplo, dinâmico, integrado...Temos que estar dispostos a recomeçar sempre e ter a humildade de nos posicionarmos como mediadores entre alunos e aprendizado, procurando adequar-nos ao processo individual de cada educando.
http://elosdosaber.blogspot.com
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Blue School
Sei que no Brasil existem escolas que utilizam métodos pedagógicos mais condizentes com o que propõe a Educação Proibida, mas hoje lhes trago um exemplo do que já existe nos Estados Unidos. Esta é apenas uma das escolas que por lá já vem trabalhando de uma forma mais progressista e voltada para o desenvolvimento integral do aluno.
Blue School
A Blue School abriu no outono de 2006 com o sonho de criar uma experiência alegre, educacional e integrada para as famílias de nossa comunidade e além. Nosso belo edifício novo na Water Street em Manhattan permite à nossa inspirada equipe de professores e administradores servir crianças da idade de 2 anos ao 5° Grau e ter uma base permanente a partir da qual podemos compartilhar o aprendizado com educadores de todo o mundo.
Ao longo de sua jornada na Blue School, as crianças desenvolvem uma compreensão profunda de si mesmas como aprendizes. Como elas exploram o mundo ao redor e dentro de si mesmas, elas adquirem instrumental e motivação interna para perseguir as suas ideias e dúvidas com profundidade e amplitude incomum. Elas estão acostumadas a levar o seu ponto de vista único para os desafios não só acadêmicos, mas também sociais e tem o apoio de que necessitam, dentro da comunidade, às suas grandes chances e de ter sucesso ou não com todo o empenho e humor.
Abordagem
Na Blue School é adotada uma abordagem criança-todo que não apenas identifica o forte vínculo entre todos os domínios do desenvolvimento, mas também reconhece que todos são parte do processo de desenvolvimento curricular. Cada criança se desenvolve entre e dentro dos domínios sócio-emocional, cognitivo e físico de forma única e individualizada. É importante identificar onde cada criança está no processo, a fim de satisfazer as suas necessidades e nível de sua aprendizagem de maneira a apoiar o seu percurso educativo e objetivos de vida.
É implementado um sistema integrado e emergente de, currículo centrado na criança, onde as áreas de conteúdo do mesmo são integradas e interdependentes. Tópicos curriculares emergem dos interesses das crianças e são usados para desenvolver projetos que atingirão o nível do modelo-padrão. Por exemplo, quando engajados em um projeto de uma única classe, as crianças desenvolvem habilidades de alfabetização por meio de resolução de problemas, raciocínio e habilidades de compreensão, e ampliam seu vocabulário enquanto exploram o uso da linguagem. Através deste mesmo projeto as crianças desenvolvem habilidades sociais, tais como troca de liderança, construindo autoconfiança. Elas também usam observação, previsão e reflexão e toda a ciência básica e necessária de matemática. Aprendizagem é integrada em todo o conteúdo e se aprofunda com a integração dos professores especializados.
Um currículo centrado na criança foca e é projetado para atender às necessidades individuais das mesmas. Identifica as necessidades de desenvolvimento, as habilidades, os interesses e os estilos de aprendizagem. O professor é um facilitador da aprendizagem em vez de um diretor. As crianças socialmente co-constroem conhecimento uns com os outros e com os adultos e o desenvolvimento da criança é parte integrante deste contexto social. As crianças são participantes ativos na sua própria aprendizagem e o currículo emerge do interesse, do conhecimento passado, e das experiências das crianças e professores. A aprendizagem torna-se um processo ativo e focado mais sobre o aluno ao invés de sobre o tema ou lição a ser ensinada.
Os professores usam a observação, reflexão e avaliação para identificar o perfil de desenvolvimento de cada criança. Os perfis de desenvolvimento então conduzem o conteúdo curricular, estratégias de ensino e diferenciação de instrução. Isso é referido como um modelo recursivo de planejamento.
Os professores utilizam esses perfis de desenvolvimento em conjunto com cada série de graus do modelo padrão, o escopo e a seqüência e as expectativas de desenvolvimento para se engajar na avaliação dinâmica que ocorre no momento. Professores usam observações, notas de campo, fotografias, portfólios e outras formas apropriadas de documentação feitas por eles e pelos alunos para refletir a aprendizagem que está ocorrendo. Esta informação é então ligada com o modelo de currículo para individualizar, projetar e implementar o currículo que vai dar suporte e níveis de aprendizagem para todas as crianças e alcançar os objetivos individuais e os do nível do grau em que estão.
A abordagem e sua implementação são baseadas em pesquisas, experiências passadas e sólidas teorias educacionais. Blue School, no entanto, também é um ambiente único que incentiva, apóia valores e promove a exuberância, a alegria da aprendizagem, criatividade, perseverança, espírito brincalhão, a verdadeira integração e comunidade. A abordagem fornece uma forte fundação social-emocional para a aprendizagem, incentiva processo versus produto e permite que as crianças sejam livres para serem elas mesmas enquanto exploram e se conectam com o assunto de uma forma que os motiva e utiliza seus estilos de aprendizagem.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Projeto Imagine it! (imagine-o!)
É, o mundo está caminhando a passos largos para uma mudança de conceitos e paradigmas. Na educação vejo que já se faz tarde para uma mudança, mas antes tarde do que nunca.
Esta é uma organização sem fins lucrativos que tem como missão inspirar você a imaginar o mundo como um lugar melhor e então envolver-se em solucionar desafios para si mesmo, sua comunidade e seu mundo.
O que eles fazem? Promovem pensamento criativo.
Acreditam que a criatividade e a imaginação são a esperança para um futuro positivo.
Por que? Porque agora é um ponto de inflexão na história humana de mudança aparentemente incontrolável quando o cruzamento de problemas globais, um decréscimo alarmante do interesse dos alunos em ciência e tecnologia e uma "crise de criatividade" convida professores e pais, líderes empresariais e do governo para capacitar os ativos incalculáveis do engenho humano para tornar o mundo um lugar melhor, mais seguro e mais próspero para todos.
O Projeto Imagine-o! é uma comunidade global de professores, pais e alunos que reconhecem que:
- pensamento criativo pode mudar o mundo,
- imaginação em ação é uma força poderosa,
- problemas têm de ser resolvidos agora,
- uma única pessoa pode fazer a diferença.
O projeto disponibiliza vídeos para professores, porém todos em inglês.
Alguns envolvidos no projeto:
MIT
Pixar Animation Studios
Smithsonian Institution
Stanford University
Blue Man Group
FIRST Robotics
Intel
Licoln Center Institute
National Academy of Engineering
National Teacher’s Advisory Council
NewSchools Venture Fund
X PRIZE Foundation
Grupo de peso, não?
terça-feira, 18 de outubro de 2011
A educação infantil na era da internet, uma reflexão
Se eu fosse criança, talvez pudesse prestar mais atenção sobre a frase dita por Steve Jobs, em 12 de junho de 2005, aos formandos da Universidade de Stanford nos EUA: “Stay Hungry. Stay Foolish”. Perceberia que a fome a que o gênio dos dispositivos tecnológicos se referiu é a de conhecimento, e quando disse “stay foolish”, talvez sugerisse aos jovens “nunca deixem de sonhar, acreditem nas suas ideias mais loucas”.
Conectadas: conteúdo que vem da mídia ajuda a decidir o futuro das crianças. Se eu fosse criança, num mundo com tantas máquinas maravilhosas a desafiar minha curiosidade e inteligência, perguntaria: para que tudo isso serve? O que sou capaz de fazer com tantas inovações? O que posso transformar com tudo isso que me convida a mudar, evoluir?
Se eu fosse criança, talvez dissesse aos adultos que eles deveriam agir com mais maturidade em relação a todos estes novos brinquedos tecnológicos que não cansam de brotar de tantas mentes geniais, como John Baird, Steve Jobs, Mark Zuckerberg, e tantos outros revolucionários criativos que, com suas parafernálias midiáticas, encantam, seduzem, hipnotizam e, muitas vezes, transformam a todos num bando de seguidores de vaga-lumes eletrocibernéticos.
Conectadas: conteúdo que vem da mídia ajuda a decidir o futuro das crianças
Se eu fosse criança poderia confessar aos meus pais que internet vicia. TV vicia. Jogos eletrônicos viciam também. Que eu sou completamente mídiaviciado. Que embora não tenha sido muito justo ter me deixado com as babás eletrônicas, eu não culpo ninguém por isso. Talvez eu contasse a eles que TV e internet são capazes de oferecer muito mais do que notícias e diversão. Porque toda criança é capaz de entender à sua maneira o que vem da TV ou da web e atribuir significado a tudo. E quando uma criança dá novo significado ao que consome pela mídia, imediatamente, em tempo real, transforma esses conteúdos em educação.
Se eu fosse criança, não esconderia de ninguém que o conteúdo que recebemos da mídia ajuda a constituir o que seremos no futuro. Então, eu daria um jeito de contar a todo mundo que, em muitos países, como na Áustria e no Reino Unido, por exemplo, muitos professores já descobriram que é importante mídia-alfabetizar na escola, para que todas as crianças e adolescentes possam aprender a compreender criticamente a mídia. Se lá, as crianças aprendem a selecionar o que vem da TV e da internet, pode ser que aqui também funcione. Eu contaria que, para essas pessoas, liberdade de expressão é um princípio sagrado, liberdade de imprensa é um direito fundamental, mas, o que é oferecido pela mídia às crianças também é responsabilidade do Estado, que deve assegurar a maior de todas as liberdades: a liberdade de escolha.
Se eu fosse criança pensaria em contar ao meu melhor amigo que às vezes eu também me sinto mídia. Tipo mídia-menino com alma digital e segunda vida na web.
Se eu fosse criança diria ao meu professor que eu não quero trocar o livro pelo tablet. Quero os dois. Explicaria que eu quero aprender mais sobre ciberespaço, inteligência coletiva e tudo que me faz gostar tanto de assistir TV, acessar o Second Life, jogar no Facebook, falar no MSN e mandar mensagens pelo celular, tudo ao mesmo tempo, triturado e junto.
Se eu fosse criança, tentaria convencer os adultos que não basta a tecnologia da informação mudar o mundo. É preciso decidir o que fazer com ela. Me esforçaria para fazê-los aceitar que, daqui pra frente, vou estar cada vez mais ligado, antenado, conectado, ciberespacializado. E que eles precisam decidir que tipo de educação vai ser midiatizada para todos nós.
Agora, como não sou mais criança, faço da mídiaeducação uma profissão de fé, para que pais, professores e gestores da educação incluam permanentemente a alfabetização para os meios no cardápio literário do público infanto-juvenil; para que se ampliem os benefícios oriundos do conteúdo positivo da TV e internet; para que o lixo midiático seja reciclado pelos próprios midiacidadãos; para que a tecnologia da informação e os novos recursos digitais estejam, cada vez mais, em comunhão com a formação de cidadãos críticos e esclarecidos. Crianças, sejam famintos, mas, jamais sejam tolos.
Wagner Bezerra é Publicitário, midiaeducador, diretor de programas educativos para TV. Autor do "O Segredo da Caverna - A Fábula da TV e da Internet”; Cortez Editora, 2011 -http://www.jb.com.br/cultura/noticias/2011/10/12/a-educacao-infantil-na-era-da-internet-uma-reflexao/
Fonte: http://educacaonobrasil2011.blogspot.com/
Imagem: hardware.com.br
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Novo olhar sobre a Matemática
por Paulo Henrique Gadelha /Abril 2011
Historicamente, a Matemática foi concebida como uma ciência hermética e desinteressante. É comum escutarmos relatos de experiências traumáticas quando o assunto em questão é o aprendizado da disciplina. Seria possível, então, estudar os conteúdos matemáticos de uma forma alternativa e atraente, tornando-os inteligíveis para os alunos e eficiente para o professor?
Para essa indagação, o professor João Batista do Nascimento, da Faculdade de Matemática do Instituto de Ciências Exatas e Naturais (ICEN) da Universidade Federal do Pará (UFPA), não titubeia em afirmar que sim. A resposta tem respaldo na metodologia criada pelo próprio docente: o uso do teatro na aula de Matemática.
De acordo com o professor, a didática consiste em trabalhar os conceitos dessa área de conhecimento de uma maneira em que os alunos possam assimilar os conteúdos de forma lúdica e prazerosa. “Com o auxílio do teatro, a criança vai perder o medo da Matemática e passar a ter uma nova visão sobre a disciplina, pois a linguagem teatral tem o poder de despertar os nossos sentimentos e emoções. Dessa forma, após vivenciar no palco o que sempre foi considerado enfadonho, o aluno vai ter mais sensibilidade para aplicar a Matemática no seu cotidiano”, afirma o professor João Nascimento.
Com o primeiro resultado prático de sua metodologia, o professor criou, em 2003, o Projeto de Extensão “Atividades de Matemática para 3ª e 4ª séries”, o qual vigorou durante aquele ano na UFPA e contou com a ajuda de quatro alunos que cursavam Licenciatura em Matemática na Universidade, na época. A iniciativa recebeu, ainda, apoio do Clube de Ciências do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento da Educação Matemática e Científica (NPADC), atualmente Instituto de Educação Matemática e Científica (IEMCI), e da Faculdade de Matemática.
As atividades da iniciativa aconteciam aos sábados no Clube de Ciências. Nesses encontros, crianças do bairro Guamá entravam em contato com a Matemática não só por meio de peças de teatro, mas também por utilização de jogos e outras brincadeiras. Essas dinâmicas, segundo João Nascimento, são eficientes, pois contribuíam para uma melhor fixação dos conteúdos.
Espetáculo conta origem das figuras geométricas
Após essa experiência, o professor pensou em criar um espetáculo teatral que pudesse consolidar o seu trabalho. Então, João Nascimento elaborou a proposta da peça chamada “De ponto em ponto formamos...”, na qual os personagens representam elementos da Geometria Plana. O objetivo era discorrer a respeito dos conceitos básicos desse tópico da Matemática, tudo de forma informal e bem humorada.
A peça era dividida em cinco atos: OH! Sujeito quadrado! (ato 1); Triângulo Amoroso (ato 2); Círculo Vicioso (ato 3); Tem que andar na linha (ato 4); Ponto Finalmente (ato 5). No momento das encenações, os personagens (elementos matemáticos) se apresentavam, explicavam suas funções e peculiaridades contracenando uns com os outros. A proposta foi apresentada em instituições de ensino superior no Pará, adequando o conteúdo à realidade local. No Campus Universitário do Baixo Tocantins (CUBT) da UFPA, em Abaetetuba, isso aconteceu durante a realização da disciplina Fundamentos Teóricos e Metodológicos para o Ensino de Matemática, ministrada pelo professor Aubedir Seixas Costa, que também desenvolveu o trabalho nos municípios de Breves, Tailândia e Concórdia do Pará.
A metodologia foi batizada de “Matemática e Teatro – da construção lúdica à formalização”. A forma alternativa de ensinar Matemática ganhou notoriedade na mídia local, nacional e até internacional, sendo divulgada em Portugal.
Modelo tradicional é deficiente e ultrapassado
Apesar de defender com afinco o seu método, o professor mostra-se cético quanto a possíveis mudanças no modelo tradicional de se ensinar a ciência na rede básica, o qual ele considera extremamente deficiente e ultrapassado. Um problema que não se restringe ao Brasil, “o ensino de Matemática praticado aqui é de péssima qualidade. Essa realidade ultrapassa as fronteiras do País e se estende por toda a América Latina. É premente a necessidade de melhorar o ensino. Não adianta mais o professor apenas se limitar a escrever uma definição no quadro e o aluno copiar. E para atingir a qualificação esperada, o docente precisa buscar novos métodos. Porém não vejo uma movimentação intensa nesse sentido”, declara João Nascimento.
Para o professor, um dos fatores que contribuem para essa realidade é a concepção de que o aluno da rede básica não faz ciência. “Isso é falso. Eles produzem ciência tanto quanto quem está na universidade. Agora, é claro que existe uma diferença na densidade da produção. Isso é natural. Mas a produção do ensino básico não deixa de ser científica por ser menos complexa”, considera.
O próximo desafio de João Nascimento é produzir um livro que contemple todo o histórico da sua metodologia, para auxiliar estudantes e professores. A obra deve conter as dinâmicas envolvendo teatro e também poesia, música e outras vivências. O projeto já tem título “Matemática para Aprender e Ensinar”. Faltam alguns detalhes para a publicação, no entanto o professor já usa o esboço do material para auxiliar alguns colegas que têm interesse no trabalho.
“Não consigo visualizar grandes mudanças. Porém continuo insistindo em relacionar o teatro com a Matemática. Quero que as crianças não se limitem a aplicar o conhecimento em um papel frio de prova, mas possam defender o seu saber com todos os recursos e emoções disponíveis”, finaliza João Nascimento.
Fonte:
foto Acervo do Pesquisador
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Programa Ler para Crescer
Este é um Programa que merece ser copiado e difundido pelo Brasil todo: estimular e proporcionar a leitura para os nossos jovens estudantes nesta época em que o conhecimento de nossa língua pátria está num nível tão crítico.
Aqui vão nossos parabéns aos idealizadores e responsáveis por esse Programa.
Programa Ler para Crescer
É um programa do jornal Folha da Região, de Araçatuba, que nasceu em 1994 associado ao Programa Jornal e Educação da ANJ - Associação Nacional dos Jornais.
Consiste em uma série de iniciativas comprometidas com a promoção da leitura e da escrita entre os estudantes - de todos os níveis - da cidade e região. Tratam-se de cursos, concursos, palestras, seminários, visitas monitoradas, distribuição gratuita de exemplares, entre outras ações.
Com o objetivo de informar para melhorar a sociedade onde se está inserido, o programa desenvolve iniciativas educativas para formar leitores críticos - por meio do fomento ao acesso à informação - e ajudar na construção da cidadania e participação social do público leitor. Nesse processo, é auxiliado por empresas socialmente responsáveis, que financiam parte do trabalho.
Com este trabalho, a Folha da Região auxilia no aprimoramento da expressão oral e escrita, amplia e dá significado aos conteúdos escolares, estimula o pensar integral, desenvolve a reflexão crítica, possibilita uma melhor compreensão da realidade e estimula a atuação efetiva de educadores e educandos no contexto social, tudo isso aliado ao fomento à educação e cidadania ativa.
Comprovadamente, o jornal é um recurso educacional e pedagógico. Quem afirma isso são as centenas de professores que já passaram pelos cursos de capacitação promovidos (gratuitamente) pela Folha da Região ao longo desses anos.
Entre as metas do Ler para Crescer estão:
1. Contribuir para que os cidadãos da região de Araçatuba atinjam um domínio mais pleno de leitura, escrita e interpretação,
2. Ajudar na democratização da informação trabalhando seu acesso e pluralidade como direito cidadão fundamental à construção do conhecimento, tomada de decisão, autonomia e exercício pleno da cidadania,
3. Associar a leitura de jornais a uma dimensão mais ampla de leitura, a fim de estimular o prazer de ler e a construção de conhecimento,
4. Fomentar o acesso ao veículo jornal, difundindo junto aos públicos atingidos, as diversas linguagens deste meio de comunicação, sua estrutura, natureza e lógica jornalísticas, bem como sua importância no conjunto das forças e mediadores sociais,
5. Contribuir para a dinamização do currículo escolar como um todo, apresentando o jornal seus conteúdos, linguagens e gêneros textuais como um suporte ao desenvolvimento de processos inovadores, criativos, atraentes e atuais de ensino-aprendizagem.
Responsáveis pelo Programa na região de Araçatuba:
Marcos Jornas da Silva - administrador de empresas com especialização em marketing aplicado ao consumo. É gerente de circulação da Folha da Região, responsável pelo desenvolvimento de parcerias com empresas para apoio e viabilização do Ler para Crescer.
Ayne Regina Gonçalves Salviano - bacharel em Comunicação Social - Jornalismo, mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC São Paulo, especialista em Metodologia Didática do Ensino Superior. Professora de redação no ensino médio da rede particular de ensino de Araçatuba e de cursos de graduação e pós-graduação nas áreas da comunicação e jornalismo. Educomunicadora. Coordenadora do Programa Ler para Crescer da Folha da Região desde 2010. Capacitadora nos cursos de formação continuada para professores.
